
Colheita milho segunda safra já alcançou 80% da área cultivada em Mato Grosso, patamar próximo às médias das últimas safras, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) referente ao período de 1º a 21 de julho. O avanço ocorre em meio a tempo seco predominante na maior parte do país, condição que favoreceu tanto a maturação quanto as operações de campo, embora estados do Sul e do Sudeste ainda enfrentem atrasos pontuais por causa de chuvas fora de hora. Para o produtor, o resultado já se traduz em produtividades acima do estimado inicialmente no principal estado produtor, um sinal positivo para o fechamento da safra 2025/26.

Colheita Milho Segunda Safra: Mato Grosso Puxa o Ritmo, Sul Segue Devagar
Em Mato Grosso, as precipitações registradas no Norte e no Oeste do estado retardaram as operações de colheita, mas sem comprometer a qualidade dos grãos — e as produtividades seguem acima das estimativas iniciais. Já no Paraná, o quadro é mais lento: chuvas combinadas a baixas temperaturas têm limitado a perda natural de umidade dos grãos, atrasando a entrada das colhedoras. Ainda assim, os rendimentos são considerados satisfatórios, variando conforme a data de plantio de cada talhão.
Em Mato Grosso do Sul, o plantio tardio registrado em algumas regiões deixou a colheita atrasada frente às últimas safras, quadro agravado pelas baixas temperaturas e chuvas pontuais que também travam a secagem do cereal no campo. Em Minas Gerais, a alta umidade dos grãos segue como o principal entrave ao avanço da colheita, com chuvas tardias e aumento de doenças de final de ciclo penalizando especialmente as lavouras semeadas fora da janela ideal. Em São Paulo, o quadro é semelhante: chuvas e baixas temperaturas atrasam a colheita, mas sem impacto relevante sobre a produtividade.

Colheita Milho Segunda Safra no Centro-Norte Avança sob Tempo Seco
Em Goiás, o boletim traz um alerta específico: as produtividades médias estão bem abaixo das registradas no ciclo anterior, reflexo direto do corte nas precipitações a partir de meados de abril. O avanço da colheita no estado é mais acelerado justamente nas regiões que sofreram déficit hídrico, já que o encurtamento do ciclo antecipou a maturação — no Sudoeste goiano, porém, as baixas temperaturas retardam a perda natural de umidade e deixam o ritmo mais lento.
Nos polos do Centro-Norte, o cenário é de avanço consistente sob tempo seco e quente. Tocantins já supera 75% da área cultivada colhida, com produtividades satisfatórias variando conforme pacote tecnológico e época de plantio. Na Bahia, a colheita alcança 70% da área semeada. No Maranhão, apesar do atraso no plantio causado pelo excesso de chuvas no início do ciclo, a falta de precipitações posteriores encurtou o ciclo da cultura e permitiu recuperar parte do cronograma — as lavouras ainda em campo estão em maturação. No Piauí, a colheita avança no Oeste com boas produtividades e qualidade de grãos.
Em Pernambuco, o Araripe já iniciou a colheita com rendimentos satisfatórios e acima do ciclo anterior, graças a precipitações próximas da média climatológica; nas demais microrregiões do sertão, onde choveu abaixo da média, a maioria das áreas segue em maturação final. No Pará, a colheita se aproxima da finalização nos polos da BR-163 e de Redenção, com boas produtividades, enquanto Santarém e Paragominas ainda estão em enchimento de grãos e maturação. Em Rondônia, a redução das chuvas acelerou a colheita, com boas produtividades refletindo um ciclo favorável.

Próximos Passos da Colheita Milho Segunda Safra
Com a maior parte do Centro-Oeste e Centro-Norte em ritmo avançado de colheita, o foco de atenção do produtor deve se voltar para os bolsões mais atrasados — Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul —, onde o clima ainda dita o cronograma de secagem e escoamento dos grãos. O monitoramento da umidade da produção colhida segue sendo o ponto crítico de manejo nessas regiões nas próximas semanas, conforme aponta o Boletim de Monitoramento Agrícola da Conab sobre a colheita milho segunda safra.
